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O foco do artigo é mostrar a importância de empresas e pessoas
reavaliarem constantemente suas posições profissionais com o objetivo de
procederem a mudanças estratégicas nos rumos de seus negócios e
carreiras.
Nos últimos 30 anos, o mundo tem absorvido uma série de mudanças e
evoluções tecnológicas que tem obrigado empresas e pessoas a se
reposicionarem para promover suas próprias sobrevivências. Por outro
lado, todas estas mudanças têm proporcionado oportunidades incríveis. Os
mais antenados e ágeis têm sempre maiores possibilidades de dar saltos
quantitativos e qualitativos.
Peter Drucker criou os conceitos de administração, mas foi na verdade
Phillip Kotler quem organizou e apresentou a administração como uma
disciplina. Quanto ao marketing, Drucker também é o grande mentor, no
entanto, coube a diversos autores, organizarem e apresentarem o
marketing na prática.
No início dos anos 80, dois autores americanos, Al Ries e Jack Trout,
lançaram um livro que iria revolucionar e organizar estrategicamente as
empresas. O conceito de Posicionamento já era reconhecido e praticado,
mas nunca da maneira estratégica como estes dois autores apresentaram no
ainda best-seller
Posicionamento – A Batalha por sua Mente.
A partir de então, as empresas passaram a se organizar estrategicamente
por: conhecimento do produto – marca – foco – serviços - atendimento ao
cliente – fidelização - e outras especificidades que definiram os
conceitos de liderança de mercado.
Quanto à organização interna, as empresas eram conduzidas por sistemas
manuais, onde imperavam fichas, kardex, máquina de escrever manual,
muitos arquivos com um número absurdo de pastas, além do PABX e telex.
Os organogramas eram verticalizados, com um excesso de cargos de
gerentes, subgerentes, supervisores, assistentes, cada um deles com sua
secretária e diversos colaboradores.
O organograma parecia uma verdadeira árvore de natal.
Foi então que foram lançados os microcomputadores Apple e
IBM-PC, e que, ao serem introduzidos nas empresas para
sistematização dos controles, causaram um impacto fantástico nas
estruturas organizacionais.
O resultado foi uma reorganização total. Importamos dos EUA um conceito
até então aplicado por lá chamado downsizing, que no bom
português significa enxugamento, com o intuito de reorganizar as
estruturas internas. Ao implantar a microinformática nas empresas,
surgiram muitas oportunidades de novas funções técnicas, mas, por outro
lado, foram eliminadas muitas funções e, por consequência, “cabeças”.
Vários gerentes, subgerentes e supervisores foram demitidos. Muitos
deles buscaram recolocações no próprio mercado de trabalho. Um bom
número deles vislumbrou oportunidades de iniciar carreiras de
consultores independentes. Outros resolveram realizar seus sonhos e
direcionaram suas economias e seu futuro profissional para negócios
ligados à franchising. Este movimento de reposicionamento
empresarial e profissional foi marcante.
Algum tempo depois, as empresas e os profissionais foram obrigados
novamente a rever suas posições quando da implantação do Plano
Nacional da Qualidade e do Código de Defesa do Consumidor.
Mais uma vez, este movimento ofereceu oportunidades a empresas e
profissionais de reavaliarem seus negócios, suas posições e darem um
salto qualitativo e quantitativo. Mas o grande impacto veio mesmo em
meados dos anos 90, com a internet, telefonia celular e a
implantação do plano real. O movimento de Reposicionamento foi
monstruoso. Tudo mudou – empresas, profissionais, hábitos, tendências,
planejamento estratégico, previsão de futuro. Novamente surgiram
oportunidades e ameaças. Quem conseguiu se Reposicionar obteve sucesso e
continuou vivo.
Vivemos hoje no Brasil um momento crucial de Reposicionamento:
• Mídias sociais
• Dólar desvalorizado influenciando importações e exportações fazendo
com que empresas façam suas expansões fora do Brasil
• Estabilidade e instabilidade da economia nacional e mundial
• Inflação dando sinais perigosos
• Gangorra do crédito e dos juros
• Transição política
• Tecnologias emergentes sendo apresentadas quase que diariamente
• Instabilidade mundial
• Pré-sal
• Energias alternativas
• Networking
São tantos os sinais a que devemos estar atentos quanto ao que
representam de fato para nossa empresa e para nossa carreira
profissional. A busca pelo conhecimento e o aprendizado da utilização
das novas tecnologias devem ser praticados com constância e rigor.
Se tivesse, no entanto, de sugerir uma atenção especial a qual se ter
neste momento, eu recomendaria enfatizar: visão e ação
estratégica.
Diariamente, somos bombardeados com uma série incrível de informações, e
se analisarmos a grande maioria são simples noticias, não nos servem
para nada. O grande desafio é captar e filtrar aquelas informações úteis
e transformá-las rapidamente em ações estratégicas para si ou para sua
empresa.
Muitos, no entanto, acordarão pela manhã e descobrirão que suas
empresas, suas profissões, suas funções já não existem. Aí, é começar
tudo de novo.
Foco, pensamento estratégico e investimento profissional em constante
Reposicionamento são fatores fundamentais para a sobrevivência
profissional e empresarial.
Clique aqui e assista a um vídeo onde falo mais sobre este tema.
*Milton
Mira de Assumpção Filho, Administrador, editor, presidente da M. Books e membro da
Academia Brasileira de Marketing.
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